novembro 20, 2018 por Kirsten Nelson

Fridman GalleryParece que na maioria das vezes que falamos sobre inovação em design de experiências, pensamos em produções em vídeo e interativas. É claro que as novas formas de criar efeitos visuais imersivos são bastante atraentes. Mas, na minha busca contínua por experimentos, eu sempre procuro ver também novas expressões de áudio .

Sempre que quero apreciar artes sonoras, vou à Fridman Gallery em Nova York. Neste mês, há uma exposição que com certeza vai chamar a atenção dos apreciadores de áudio e vídeo. Ela se chama Listen, Recalibrate, e conta com novas obras de Aura Satz. A galeria está repleta de peças que mostram as interações entre luzes e sons.

Especialmente interessante para nossa indústria e seus profissionais criativos é a série She Recalibrates. Ela conta com 16 imagens que mostram as mãos de mulheres pioneiras na música eletrônica, capturadas nas poses mais familiares da produção de áudio. Tiradas de imagens publicitárias que promoviam o uso da tecnologia pelas artistas, as mãos estavam totalmente engajadas em ajustar potenciômetros, faders e, até mesmo, manipulando uma boa e velha fita analógica. Criadas em grafite e papel negro, as ilustrações são iluminadas por luzes em espiral através de lentes lenticulares em cada peça, criando uma espécie de botão de ajuste ou efeito de gravação sobre elas.

Aura Satz Circular WorksApós analisar as ilustrações, me dirigi às peças de arte sonora de Aura Satz, três das quais também estão em exibição atualmente. Com elementos de áudio como sirenes, tons de discagem e composições de drone das mulheres pioneiras na música eletrônica, eu não sabia muito bem o que esperar. Mas o efeito geral realmente mudou minha percepção sobre todos esses sons. Em vez de alarmes, o efeito foi de uma contemplação meditativa.

Andando pela galeria que leva o nome do proprietário, Iliya Fridman, pedi atualizações sobre a arte sonora. Como mudou nos últimos cinco anos desde que começou a exposição, tanto na galeria quando nas séries de performances?

Primeiro, está se tornando mais conhecida do público, pois muitos museus estão com exposições focadas em áudio e convidando artistas desse segmento para improvisos nos espaços da galeria, conta: "Esse segmento está sendo tratado com mais atenção e relevância agora que é conhecido como uma forma de arte."

Então, soou quase como um designer de experiências quando explicou como a percepção das artes sonoras são diferentes das visuais. "Há outra camada de percepção quando você ouve algo em vez de apenas olhar", explica. Além disso, "as artes sonoras sempre são específicas de um local. Elas brincam com a arquitetura de um espaço e com o corpo, produzindo vibrações na estrutura óssea e na pele. Podem ir a níveis mais profundos que as artes visuais."

Como sempre ocorre ao conversar com Fridman, percebi que ainda há muito o que aprender sobre as artes sonoras. Dando um pouco mais de contexto sobre essa evolução, ele me contou sobre uma série de obras de arte sonora que a galeria expôs em 2016, celebrando o aniversário de 50 anos de uma série artística essencial chamada 9 Evenings: Theatre and Engineering.

"Essa foi mais ou menos a primeira colaboração formal entre artistas e engenheiros", explica Fridman, me fazendo pensar sobre as muitas formas de nossa indústria perpetuar essa colaboração hoje em dia. Chamamos isso de design de experiência, mas é sobre apresentar um meio de expressar um sentimento ou uma ideia.

Talvez, na próxima vez que você não conseguir fazer progresso em um projeto, vá até uma galeria de arte ou um museu e veja se consegue se inspirar com o fato de cada vez mais artistas usarem a tecnologia em seus trabalhos. A colaboração criativa entre artistas e engenheiros está só no começo.

Sobre Kirsten Nelson

Kirsten Nelson escreve sobre experiências de áudio, vídeo e design por quase 20 anos. Como escritora e desenvolvedora de conteúdo da AVIXA, Kirsten conecta histórias, pessoas e tecnologia através de uma variedade de mídias. Ele também dirige o conteúdo do programa para o InfoComm Center Stage. Kirsten foi editora da revista SCN por 17 anos e escreveu para várias publicações do setor e para o InfoComm Daily. Além da tecnologia, ela também escreve sobre motocicletas, o que fornece uma saída profissional para sua obsessão com as corridas de MotoGP.