abril 16, 2020

O Estudo de Impacto é uma avaliação semanal das tendências, atitudes e percepções da indústria AV Profissional, sob a perspectiva do novo coronavírus e da pandemia da COVID-19.

Principais conclusões

  • Os entrevistados pela pesquisa estão com dificuldades em prever como a pandemia irá afetar as suas empresas, com a maioria mencionando queda nas receitas e um ritmo lento de vendas.
  • Mais entrevistados apontam que suas empresas estão demitindo e promovendo licenças, ao mesmo tempo em que procuram linhas emergenciais de financiamento.
  • O aumento na participação e utilização de teleconferências para apoiar o trabalho à distância não é apenas uma tendência no curto prazo, como também pode indicar novas formas de trabalho após o fim da pandemia.

Novamente, mais de 325 membros do Painel de Inteligência AV da AVIXA participaram no Estudo de Impacto da COVID-19. E, apesar dos esforços de alguns governos locais para começar a flexibilizar as restrições de distanciamento social, abrindo gradualmente as suas economias, a incerteza na indústria parece estar atingindo um pico. Quanto mais tempo esta situação extraordinária persistir, mais nebuloso parece ser o desfecho.

Um fornecedor AV disse: "A maioria das pessoas com quem falei não tem uma percepção clara do impacto que isto terá na sua capacidade de fazer negócios no longo prazo, do impacto econômico e do tempo de recuperação necessário".

“À medida que o vírus se espalha”, disse outro, “aumentam os adiamentos das datas de inicialização dos projetos. Temos adiado os projetos por mais um ou dois meses. Mas, a incerteza força as empresas a cancelarem as instalações programadas”.

Um terceiro disse: “Tudo está relacionado às incertezas no mercado imobiliário. Somos uma pequena empresa de consultoria AV e colocamos vários projetos em espera até que isto se esclareça. A questão é: Vamos ficar sem capital de giro antes que isso aconteça? Será que vamos conseguir um empréstimo da SBA (Órgão governamental americano de auxílio a startups e desenvolvimento dos negócios)? Temos garantias de que, mesmo com capacitação financeira seremos capazes de recuperar as nossas perdas e pagar o empréstimo? A incerteza é a parte mais difícil, porque limita a sua estratégia”.

Nesta pesquisa mais recente, realizada entre 14 a 15 de abril, cresceu o número de entrevistados que citam a queda das receitas, a diminuição das vendas e as demissões ou licenças, visto que a pandemia COVID-19 continua paralisando as sociedades em todo o mundo.

Esta semana, 74% dos fornecedores AV, incluindo 83% que operam fora da América do Norte, declararam ter sofrido uma diminuição das receitas em relação à semana anterior. Esta é a percentagem mais elevada citando a queda de receitas, desde que a AVIXA realizou o primeiro Estudo de Impacto.


Quase 72% de todos os fornecedores AV mencionaram queda das vendas, configurando um novo recorde, acima dos 66% da semana passada.

Quando solicitados a estimar a queda percentual das receitas, 33% do total dos fornecedores AV, incluindo 46% dos entrevistados internacionais, consideraram uma diminuição das receitas maior que 50%. Esta se configura como a taxa mais elevada, desde o início das pesquisas.

Cada empresa é diferente. Segundo um provedor, “muitas empresas deste mercado, especialmente de eventos ao vivo, de locação e de espetáculos, estão experimentando reduções de 80 a 100% (nas receitas), com cancelamento total de trabalhos”.

Outro fornecedor informa: “Somos uma empresa de integração de sistemas AV e sentimos uma queda quase total nos negócios. Nosso principal cliente é o governo canadense e eles não estão negociando com ninguém, além dos fornecedores primários (ou seja, diretamente com a Cisco, Poly, Microsoft etc, e não através de integradores). Literalmente, uma queda de 95% na receita”.

A média ponderada das respostas indica uma queda média estimada de 19% na receita de todos os fornecedores AV entrevistados.

Como as empresas estão enfrentando a situação?

Infelizmente, para enfrentar os desafios econômicos causados pela pandemia, mais entrevistados dizem que suas empresas recorreram às demissões ou licenças. Aproximadamente 44% dos fornecedores de AV citaram demissões/licenças como uma resposta à pandemia. Os entrevistados na América do Norte são mais propensos a dizer que suas empresas instituíram demissões/licenças (mais de 44%) do que os entrevistados internacionais (30%).

O que mudou rapidamente foi a compreensão, por parte dos entrevistados, da extensão dessas demissões/licenças. Embora 18% dos fornecedores de AV afirmassem que as suas empresas tinham demitido/dispensado de 1% a 5% dos trabalhadores (um aumento de 9% em relação aos declarantes da semana passada), 30% de todos os fornecedores de audiovisual citaram demissões/licenças de mais de metade do seu pessoal.

De acordo com um fornecedor AV, “impusemos o afastamento ou uma licença remunerada de duas semanas para cada empregado, até junho”.

Uma percentagem ainda maior de profissionais de eventos ao vivo - 64% de uma pequena amostra - afirmou que as suas empresas demitiram/colocaram em licença mais de 50% dos seus colaboradores. Nenhum entrevistado da área de eventos ao vivo, citou menos de 30% nas demissões/afastamentos dos seus colaboradores - uma indicação do significativo impacto que a pandemia da COVID-19 teve no segmento de eventos ao vivo da nossa indústria.

“Enquanto não tivermos uma cura ou uma vacina, não teremos muitos grandes eventos - se é que teremos algum”, disse um dos entrevistados.

Também aumentou o número de fornecedores AV que estão à procura de formas de financiamento para suas atividades, durante a pandemia. Pouco mais de 54% afirmaram ter solicitado empréstimos do Estado, contra 46% da semana passada. Sendo que 49% empregaram sua reserva de capital, contra 39%na semana anterior.

Um dos entrevistados disse: “Nossa chefia solicitou um subsídio de assistência à folha de pagamento, na esperança de que isso nos permita recontratar dois técnicos demitidos em março”.

Cuidando dos colaboradores...

Nesse ponto, as empresas com colaboradores que podem fazer o seu trabalho a partir de casa, já implementaram programas de trabalho à distância, cortaram viagens de negócios e eliminaram reuniões e eventos. Apesar disso, alguns dizem que suas empresas também estão se esforçando para atender as orientações e regras das autoridades locais, de forma a ampliar a proteção para seus trabalhadores.

“A nossa empresa está implantando procedimentos para limitar as interações pessoais no local de trabalho. Com isso, o uso de máscaras será obrigatório na volta ao escritório”, disse um fornecedor.

“A segurança dos empregados é, agora, a nossa maior prioridade”, disse outro. “A observância do cumprimento, por parte dos colaboradores, também se tornou uma prioridade.”

Olhando para o Futuro

Embora a maior parte dos fornecedores AV (29%) esteja de olho no retorno às suas atividades em junho, uma porcentagem crescente (19%, acima dos 15%) acha que julho é provável. Essa mudança sutil deve-se, em parte, ao crescimento das ações dos fornecedores fora da América do Norte e aos profissionais de eventos ao vivo, que estimam julho como o ponto em que coisas começarão a mudar. Ainda assim, uma porcentagem significativa de todos os fornecedores (15%) marcou setembro, no calendário, como sendo a virada. Praticamente, nenhum entrevistado estimou a projeção para além dessa data.

Na outra ponta desta pandemia, muitos continuam a enxergar oportunidades em soluções AV para a realização de teleconferências e interatividade (80% dos usuários e 83% dos fornecedores). A distribuição de conteúdo, incluindo streaming/transmissão de conteúdo para audiências remotas também é altamente cotada.


Os consumidores de AV indicam que continuarão a utilizar e incorporar as soluções aplicadas atualmente, nesse momento extremo, nas suas operações regulares.

“A educação irá colocar mais foco no ensino à distância”, disse um usuário final. “Também acho que as grandes empresas e as maiores instituições governamentais irão melhorar os seus serviços internos de teleconferência, assimilando as lições aprendidas durante a COVID-19. Finalmente, penso que as médias e pequenas empresas irão desenvolver estratégias para implementar e gerenciar mais opções de trabalho à distância, uma vez que o ‘retorno completo’ à normalidade das relações sociais será demorado”.

De acordo com outro usuário entrevistado, “O aprendizado presencial será combinado, em sincronia, com o aprendizado on-line, para que os clientes tenham a opção de assistir nas duas formas. Provavelmente, haverá incremento em salas modificadas para a viabilização de aulas gravadas em vídeos curtos, restando mais tempo para ser utilizado em debates, seja pessoalmente ou on-line”.

Os próximos resultados da pesquisa serão divulgados em 24 de abril.

Se você deseja participar da Pesquisa de Impacto da COVID-19 na Indústria AV, promovida pela AVIXA, ou de outros estudos do Painel de Inteligência, faça parte da AVIXA Insight Community em avip.avixa.org.

Visite avixa.org para obter as informações mais recentes sobre a COVID-19 e o seu impacto no setor AV, além de acessar todo o nosso catálogo de aprendizado on-line gratuitamente até 12 de junho.

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